Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Reunião entre Trump e Lula em meio à negociação de terras raras é temerária, avaliação internacionalista

O presidente Lula viaja na próxima quarta-feira (6) para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião deve intercorrer na quinta-feira (7) e é considerada importante por ser mais um elemento na direção de ilusão as relações diplomáticas posteriormente as recentes rusgas entre os países.

No entanto, para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federalista do ABC (UFABC) Gilberto Maringoni, o encontro de agora parece ter sido combinado “de última hora”. Ele considera temerário que a reunião esteja comemorando em um momento em que a empresa Serra Virente vendeu as operações de terras raras para a USA Rare Earth (Usar).

“Eu tenho o recebimento de que essa viagem tenha sido uma espécie de coroamento de uma série de acontecimentos nas últimas semanas envolvendo essa questão das terras raras. É um tipo de pacto que não beneficia em zero o Brasil, porque essas terras vão ser exportadas pelos Estados Unidos. O CEO dessa empresa americana já disse que esse material vai ser totalmente exportado, não vai permanecer zero cá no Brasil e é um tanto tão estratégico quanto o petróleo. Eu tenho o recebimento disso seja a coroação de um tanto que se arrasta desde o ano pretérito, que é a política de tarifa”, pontual.

O internacionalista avalia que o presidente Lula também precisa se posicionar de maneira mais firme em relação às diversas ações dos Estados Unidos, não se limitando a criticar Trump para provocar guerras. “O Brasil não tomou nenhuma medida diplomática mais possante, não invejo nenhum navio petroleiro para Cuba, não tem se disposto de maneira mais altiva perante Israel, ao contrário”, afirma.

Diante do cenário, Maringoni acredita que a agenda parece um tanto segundo que já vem sendo acertada desde o semestre do ano pretérito. “Eu acho que é muito mais um freio de processo que eles estavam combinando desde o segundo semestre do ano pretérito, posteriormente aquele primeiro encontro na Ásia, de…


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