Qualquer um que tenha presenciado ao filme Boi néondirigido por Gabriel Mascaro, testemunhou, com um aperto no peito, as últimas notícias sobre o curso idealizado por Juliano Cazarré, O farol e a força. No filme, Juliano Cazarré atua porquê Iremar, um vaqueiro de curral que viaja pelo Nordeste e tem o sonho de se tornar estilista de tendência.
Dentre as muitas belezas que existem nessa obra de arte, ver a Iremar usando todo e qualquer pausa para gerar seus traços, suas roupas, seus manequins é um verdadeiro delícia: não estamos somente diante de um varão que “desconstrói” papéis demarcados de gênero; estamos diante de um varão que se sonhou para além do que foi sonhado para ele, conquista rara para aqueles que nascem em condições pauperizadas de existência.
Na propaganda com estética treinamento de Juliano Cazarré, em suas redes sociais, o que vemos é o caminho oposto do seu personagem Iremar: vemos um varão heterossexual se oferecendo para ajudar homens em crise com a própria masculinidade a encontrar um “farol”; farol é que insiste em uma experiência de retorno.
Diferentemente do que muitos críticos de esquerda postaram no Instagram, a proposta de Juliano Cazarré não é idêntica à prática pílula vermelhaliderado por figuras porquê Rollo Tomassi e Andrew Tate. A proposta de Juliano Cazarré é mais próxima de grupos de homens porquê Os Legendários, que envolvem incentivos identificações masculinas com força, proteção, solidez e aproximação com os signos da “natureza”, homens que não se apresentam porquê uma “geleia desavença”.
Apesar de algumas semelhanças com a grupalidade da machosfera pílula vermelhao aparente se distingue em alguns aspectos, porquê, por exemplo, no vestimenta de que as mulheres não são naturalmente manipuladoras e inimigas em potencial (hipergâmicas) e também no vestimenta de que a proposta do “oração Cazarré” insiste em uma paternidade responsável, em que o varão deve seguir o seu papel…







