Em março, manifestantes protestaram próximo à sede da Palantir, em Aventura, Flórida, contra o uso de dados coletados pela empresa para auxiliar o ICE Joe Raedle/Getty Images via AFP

Com Trump 2, big techs assumem envolvimento com as guerras e as políticas de repressão, aponta especialista

No dia 18 de abril, a big tech Palantir publicou em sua conta no X um resumo em 22 pontos do livro “República Tecnológica”, lançado por um dos sócios da empresa, Alex Karp. Um dos tópicos defende que a questão não é se armas de lucidez sintético serão construídas, é quem construirá e com qual propósito. Outro trecho aponta que uma era de dissuasão, uma era atômica, está terminando e uma novidade era de dissuasão, baseada em IA, está prestes a estrear.

A Palantir tem contrato com agências governamentais dos Estados Unidos, uma vez que a polícia federalista do país (FBI), a Escritório Médio de Lucidez dos Estados Unidos (CIA) e o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE), e um dos seus sistemas de lucidez sintético está sendo usado na guerra do Irã. A empresa também tem uma vez que cliente as Forças de Resguardo de Israel.

Ao BdF Entrevista, Lucas Zawachi, apresentador do conduto Tecnologia e Classe, o Teclas, e programador de software, conta que a empresa, que surgiu em 2003, na veras, inicialmente, trabalharia uma vez que Big Data. Com a quantidade de dados, os criadores da Palantir entenderam que poderiam ir além. Um dos exemplos é o Gotham, utensílio da empresa que permite o monitoramento de pessoas e estudo de logística militar.

Ele destaca que o período, bastante fértil para o surgimento das big techs, está muito relacionado à cultura californiana do final dos anos 1990, com referências descoladas, a lógica do faça você mesmo (faça você mesmo) e, evidente, muito verba envolvido. “Muito verba de governo, contratos também de Tropa já desde aquela quadra. E isso se tornou essa cultura da computação e da tecnologia que eles exportaram para o mundo inteiro. Logo é exatamente o que você disse, é o mercado mais descolado. Todo mundo quer estar na tecnologia, todos os CEOs são sempre as pessoas a se apreciar, que aparecem na TV. E depois do Trump 2, a gente viu…


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