O festival de cinema mais importante do mundo começa em 12 de maio com uma programação repleta de novos filmes de alguns dos cineastas mais realizados no giro internacional de cinema, porquê Pedro Almodóvar, Asghar Farhadi, Paweł Pawlikowski, Cristian Mungiu, mas sem um único título de um grande estúdio de Hollywood.
Não passe pelo tapete vermelho da Croisette nenhum espetáculo capaz de rivalizar com a estreia, no ano pretérito, de Missão: Impossível – O Acerto Final ou com outros lançamentos de grande bilheteria porquê Top Gun: Maverick e Mad Max: Estrada da Fúria.
Estaria o Festival de Cannes esnobando Hollywood? Não exatamente.
Há filmes americanos na seleção. Na competição principal, Ira Sachs apresenta o músico fantástico O varão que eu senhorilestrelado por Rami Malek, ao lado de Tigre de papelde James Gray, com Scarlett Johansson e Adam Driver. Fora da competição, John Travolta faz sua estreia porquê diretor com Ônibus noturno unidirecional de héliceum projeto pessoal centrado na aviação, enquanto Andy Garcia dirige e protagoniza o drama policial Diamante. Os lançamentos ainda não têm títulos traduzidos no Brasil.
O que está de fora neste ano são as grandes produções de estúdio, de eminente orçamento. Os blockbusters, pensados para atrair grandes públicos, servem geralmente de contraponto à programação tradicional de Cannes, marcada por obras mais densas.
Estúdios evitam riscos de festivais
A ar não se restringe a Cannes. O Festival de Berlim, em fevereiro, também chamou a atenção pela privação de produções de grandes estúdios, para desengano de fãs de celebridades e da prensa de entretenimento. A diretora da Berlinale, Tricia Tuttle, afirmou que os grandes estúdios de Hollywood estão cada vez mais cautelosos ao lançar seus filmes em festivais, temendo que uma recepção negativa ou uma cobertura desfavorável prejudica o desempenho nas bilheterias meses antes da estreia.
Ela cita, em segmento, o Festival de…







