Michael, primeiro filme ficcional a tratar da vida do maior planeta pop do século XX, chegou na quinta-feira 23 aos cinemas com a missão de falar da trajetória pessoal e artística de um gênio da música e da dança que passou boa segmento de seus últimos anos sob acusações de pedofilia.
Ídolo mundial, instituidor do álbum mais vendido na história – o disco Thriller (1982) – e referência na indústria cultural, Jackson morreu em junho de 2009, aos 50 anos. Quatro de suas cinco décadas de vida foram passadas diante dos holofotes. A curso precoce começou uma vez que vocalista mirim da filarmónica Jackson 5, formada com quatro irmãos e dirigido pelo pai, Joe Jackson, figura principal na formação pessoal e profissional do fruto.
Não chega a ser surpresa que a figura paterna delineie o roda dramático do filme dirigido por Antoine Fuqua e roteirizado por John Logan, com produção dos estúdios Lionsgate – do Grupo Universal. Os debates entre Michael e Joe são marcados desde os ataques brutais do pai contra o fruto caçula, em meados dos anos 1960, até o momento em que ele, aos 26 anos, assumiu uma curso solo, em 1984.
Sob esses conflitos, Michael deseja uma figura simples, lúdica e um tanto missionária. O roteiro enfoca a paixão do protagonista por animais – o ponto de levar macacos, girafas e cobras para morar na mansão da família – e por brinquedos e o carinho por crianças com doenças terminais, a quem visitava em hospitais.
Quando mostra os processos criativos do cantor, o filme evita cenas-clichê de biopics em que o artista encontra inspirações em detalhes do cotidiano. Fuqua e Logan passam por momentos icônicos da vida do biografado a partir das pressões e desafios da indústria e das questões familiares.
É mal o testemunha segue a subida dos Jackson 5, as gravações de Thriller e Beat It, as negociações de estúdios, os ensaios coreográficos de movimentos eternizados pelo cantor…







