O ator gálico Gérard Depardieu retirou nesta sexta-feira (17) uma reclamação contra a emissora pública France Télévisions por uma reportagem exibida em 2023 que o mostrava fazendo comentários de texto sexual sobre uma moça.
A exibição da reportagem “Gérard Depardieu: A queda do ogro” aconteceu em um contexto de acusações de agressões sexuais contra o planeta do cinema, de 77 anos, uma vez que secção do movimento #MeToo na França. Sua novidade advogada, Delphine Meillet, anunciou a retirada da ação no início de uma audiência em um tribunal de Paris.
O caso envolve uma sequência de quase um minuto, filmada em um núcleo equestre na Coreia do Setentrião em 2018. A reportagem do programa 'Complément d'Enquête' exibe comentários obscenos de Depardieu com imagens de fundo de uma menor de idade.
Em outubro de 2025, seu portanto legista, Jérémie Assous, denunciou que os jornalistas “manipularam” as imagens da reportagem, que “matou” profissionalmente seu cliente.
A France Télévisions celebrou a retirada da reclamação e reiterou que “duas perícias concluíram que o ator fez comentários de caráter sexual sobre uma moça e descartou qualquer manipulação fraudulenta das imagens”.
A reportagem chocou a França. O portanto ministro da Cultura, Rima Abdul Malak, declarou que Depardieu “envergonhava” o país, mas o presidente, Emmanuel Macron, saiu em resguardo de um “imenso ator”, vítima, na opinião dele, de uma “caçada humana”.
Depardieu tem outros casos em destapado. Um tribunal de recurso de Paris deve julgar o artista por agressão sexual contra duas mulheres durante as filmagens de um longa-metragem em 2021. Em primeira instância, ele foi réprobo a 18 meses de prisão com suspensão da pena.
A Justiça também decidiu enviar-lhe o julgamento por suposta agressão sexual contra a atriz francesa Charlotte Arnould, mas o ator interpôs recurso contra a decisão.







